Por Luis Henrique Bio

Quando falamos em inteligência artificial, qual a primeira imagem que vem à sua cabeça? Robôs extremamente inteligentes realizando tarefas humanas e nos auxiliando em harmonia, ou o domínio das máquinas sobre a raça humana nos melhores moldes da franquia O Exterminador do Futuro? Se a segunda opção foi sua resposta, não se preocupe: Hollywood faz desde sempre um ótimo (e divertido) trabalho em retratar a subjugação do planeta por robôs, androides ou qualquer outra tecnologia “inteligente demais” criada pelo homem.

Uma simples pesquisa no Google sobre inteligência artificial resulta em um verdadeiro pandemônio, tamanha a quantidade de informação que é encontrada. Por isso, esse texto não tem a intenção de ir a fundo na questão científica da coisa. Basta saber que, segundo a definição mais simples encontrada, inteligência artificial é: a inteligência similar à humana, demonstrada por mecanismos ou programas – quase sempre pela junção dos dois. Usaremos aqui a sigla I.A., para facilitar a leitura ok?

Inteligência artificial é: a inteligência similar à humana, demonstrada por mecanismos ou programas – quase sempre pela junção dos dois.

O termo foi cunhado pelo cientista da computação John McCarthy em 1956, e entre as características básicas da I.A. estão a capacidade de raciocínio (aplicação de regras lógicas), aprendizagem (com os erros e acertos), reconhecimento de padrões (sejam eles sensoriais ou de comportamento) e inferência, ou seja, a capacidade de aplicar o raciocínio a situações variadas.

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O cientista da computação John McCarthy – Imagem: independent.co.uk

O reconhecimento de imagens do Facebook, as recomendações personalizadas de lojas online, os aplicativos com sinal GPS que nos fornecem uma previsão das melhores rotas, o preenchimento automático e preciso de pesquisas do Google, quase como se o sistema soubesse o que você está pensando. Tudo isso é parte da I.A. que nos cerca no cotidiano.

Em janeiro desse ano, a Microsoft® e a chinesa Alibaba desenvolveram modelos que conseguiram bater os humanos em testes de leitura e compreensão realizados pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Dentro da métrica utilizada, a máquina da Microsoft fez 82.650 pontos, a da Alibaba fez 82.440 pontos, e a melhor marca atingida por um humano foi de 82.304 pontos.

Saindo da realidade, nem é preciso dizer o quanto a inteligência artificial está amplamente difundida no cenário pop desde seu nascimento: filmes como o clássico 2001 – Uma Odisséia no Espaço, O Exterminador do Futuro, Blade Runner, as franquias Star Wars e Star Trek, bem como o mais atual Ex-Machina e o próprio A.I – Inteligência artificial são só alguns dos inúmeros exemplos.

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Arnold Schwarzenegger como o icônico ciborgue T-800 em ‘O Exterminador do Futuro’ – Imagem: geek.com

Nos quadrinhos, também temos infindáveis personagens, a exemplo do Visão e do robô Ultron, da Marvel, e do vilão Brainiac, da DC, com menção honrosa para o mangá Ghost In The Shell, que recentemente virou um filme. São tantos exemplos que é praticamente impossível não deixar algum escapar.

Porém, engana-se quem pensa que os robôs dotados de inteligência artificial da ficção são todos vilões: a personagem Rose, do clássico desenho animado Os Jetsons, é um ótimo exemplo de I.A. trabalhando lado-a-lado com os humanos. O mais impressionante é pensar que a animação foi criada pela Hanna Barbera no início dos anos 1960!

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De um lado, o ameaçador Ultron, da Marvel. Do outro, a simpática empregada robótica Rosey, de Os Jetsons – Imagens: wikia.com

Na literatura, o clássico Neuromancer (escreva cyberpunk no Google e divirta-se!) não poderia ficar de fora dos exemplos desse texto. Mas há um nome que devemos ir um pouquinho mais a fundo: Isaac Asimov. Isso porque ele foi o responsável pela coletânea de obras Eu, Robô, que inclusive virou filme em 2004, e criador das Três Leis da Robótica. São elas:

  1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por falta de ação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  2. Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  3. Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Isaac Asimov também acrescentou mais tarde a Lei Zero que, acima de todas as outras, diz que um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

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Isaac Asimov e a primeira capa de ‘Eu, Robô’ – Imagens: biography/breadtagsagas.com

Essas leis, apesar de criadas na ficção, são amplamente aceitas no mundo real. E os avanços em inteligência artificial estão ficando tão sérios que já existe uma discussão a respeito da regulamentação internacional dessa tecnologia. Por isso, voltamos à realidade e deixamos a cereja do bolo para o final: o robô Sophia.

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O robô Sophia – Imagem: kuow.org

Criada pelo Dr. David Hanson, da Hanson Robotics, e inspirada na Atriz Audrey Hepburn, Sophia é capaz de reproduzir expressões faciais, entender palavras e responder perguntas complexas. Isso tudo, claro, já a levou a participar de programas de televisão, ser capa de revista, dar palestras e até mesmo realizar um discurso nas Nações Unidas. Para entender do que estamos falando, basta conferir o vídeo abaixo (em inglês) do robô em ação a partir do 02m30s:

Fascinante e ao mesmo tempo um pouco perturbador, não é!? Bom, agora ela tem pernas também! Mas calma, antes de sair correndo com medo de uma invasão da Skynet a qualquer momento, lembre-se: a Siri ou seu assistente do Google estão aí, na palma da sua mão, respondendo às suas solicitações a qualquer momento…

Fontes:

Wikipédia – https://goo.gl/gakVXk

G1 – https://goo.gl/kZWZhc

Cio.com.br – https://goo.gl/8Ms2sD

O futuro das coisas – https://goo.gl/UVNvfp